quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Quarta feira, 31 de Dezembro, 2009

O dias tem sido os mesmos de sempre. Todos muito iguais a si mesmo. Todos parados. Todos quietos. Mas nessa mesma quietude, e por isso mesmo, sinto-me inquieta. Preciso de uma mudança na minha vida. Que se cumpram promessas, que se agitem os mares, que se decidam vidas, enfim...que se decida a minha vida. Claro, eu sei que não é uma decisão permanente, mas, que pelo menos sinta alguma coisa de diferente. Neste caso, existem dois cenários possíveis. Não sei deles qual o mais necessário. Se por um lado a temerosa vontade de fugir, deixar tudo para trás, perder a minha identidade, não ter de me justificar a ninguém, viver vidas diferentes todos os dias, ficar sempre sozinha, desfrutar da minha, e só minha companhia, ter a mesa do café só para mim, ter silêncio, poder ouvir o silêncio sempre que quero...sinto um arrepio percorrer-me o corpo só de pensar como isso seria tão bom, tão agradável, tão....libertador.
Mas, por outro lado, sinto a impiedosa vontade de o ter comigo, de o sentir, de o cheirar, de o tocar, de o abraçar, de o olhar, de o ouvir...ah, como gosto de o ouvir. Gosto de tudo o que ele diz, desde as palavras mais encantadoras até às mais parvas e desconcertantes. Gosto que ele pense no que estou a pensar, gosto que ele diga para eu falar, pois sem a sua ajuda não consigo. Gosto da sua sensatez, do seu equilíbrio. O meu equilíbrio está nele. O meu equilíbrio é ele.
Mas ele está cansado. Eu compreendo-o. Eu sofro. Eu sofro-o.
E tudo o que eu queria era o teu cheiro. Apenas isso. encostar a minha cabeça ao teu peito e sonhar. Só...amar-te.
"Quem nunca sofreu por amor nunca aprenderá a amar. Amar é o terror de perder o outro, é o medo do silêncio e do quarto deserto, de tudo o que se pensa sem ppuder falar, do que se murmura a sós sem ter a quem dizer em voz alta. É preciso sentir esse terror para saber o que é amar. E, quando enfim tudo desaba, quando o outro partiu e deixou para trás de si o silêncio e o quarto deserto por entre os escombros e a humilhação de uma felicidade desfeita , resta o ougulho de saber que se amou"
Miguel Sousa Tavares, Rio das Flores

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Terça feira, 29 de Dezembro, 2009

"Não fugi. Não sei porque não fujo. Talvez porque não posso. Não sei porque volto. Talvez porque precise. Mas quando fugir, vai atrás de mim e faz me sentir amada"

Pedro Paixão